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Abril 24, 2017   |   Notícias

Vencedores Prémio BIAL 2016

320 mil euros para 4 trabalhos sobre doenças reumáticas, pé diabético, cancro e osteoporose na 17ª edição Prémio BIAL

Grande Prémio BIAL de Medicina atribuído a Jaime Cunha Branco e colaboradores com o projeto “EpiReumaPt - Estudo Epidemiológico das Doenças Reumáticas em Portugal

   

O projeto vencedor, iniciativa da Coordenação do Programa Nacional contra as Doenças Reumáticas da Direção Geral da Saúde (2004-2014), que associou a Sociedade Portuguesa de Reumatologia e a NOVA Medical School da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade NOVA de Lisboa, acompanhou mais de 10 mil indivíduos representativos da população adulta portuguesa com o objetivo de caracterizar as doenças reumáticas em Portugal quanto à sua distribuição e impacto na saúde e na vida dos portugueses.

As conclusões mostram que mais de metade da população adulta portuguesa (56%) sofre de pelo menos uma doença reumática. No entanto, apenas 22% dos indivíduos tinham diagnóstico prévio de doença reumática. Isto é, mais de metade dos casos não estavam diagnosticados e não eram sequer interpretados como doença reumática pelos seus portadores.


Prémio BIAL de Medicina Clínica atribuído a Maria de Jesus Dantas com trabalho "Pé Di@bético - soluções para um grande problema"

   

Os problemas do pé são a principal causa de ocupação das camas hospitalares pelos diabéticos e responsáveis por mais de 60% das amputações não traumáticas dos membros inferiores. Os pacientes diabéticos são amputados 15 vezes mais do que os não-diabéticos. Em Portugal são amputados cerca de 5 doentes por dia devido à diabetes.

O trabalho premiado abarca 18 anos de prática clínica no Centro Hospitalar Tâmega e Sousa (CHTS), a segunda unidade em Portugal a disponibilizar consultas para pé diabético. A consulta de pé diabético neste centro hospitalar desde cedo produziu resultados com taxas de amputação major abaixo da média nacional, caindo para valores nunca antes alcançados e levando a uma reflexão acerca das metodologias adotadas e analisadas no trabalho agora premiado. O trabalho vencedor descreve um plano de tratamento do pé diabético nas suas variadas vertentes de fácil replicabilidade, permitindo que possa ser implementado com facilidade nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde.


Menção Honrosa atribuída a Bruno Silva-Santos pelo projeto "Cancer immunotherapy: changing the paradigm"

   

A imunoterapia do cancro baseia-se na ativação do sistema imunitário, nomeadamente dos linfócitos T, um tipo de glóbulos brancos dotado de elevada atividade anti-tumoral. Trata-se de uma mudança de paradigma no combate ao cancro, porque permite manipular o hospedeiro (os linfócitos) em vez do tumor, o alvo dos tratamentos convencionais. A investigação já foi testada em modelos animais e a equipa vai agora desenvolver ensaios clínicos em vários tipos de cancros hematológicos e sólidos.


Menção Honrosa atribuída a José Pereira da Silva e Andréa Marques com o trabalho "Changing the paradigm of osteoporotic fracture prevention in Portugal. From national evidence to clinical practice and guidelines"

   

A obra resulta de uma pesquisa de quatro anos de trabalho que pretende mudar a face da prevenção de fraturas osteoporóticas em Portugal, desde a abordagem do doente individual até às políticas nacionais de saúde.

A osteoporose, e as fraturas que lhe estão associadas, representa já um enorme encargo social quer em termos económicos (mais de 200 milhões de euros em custos anuais em Portugal, só com fraturas da anca) e em excesso de mortalidade. Os autores alertam que este impacto ameaça subir exponencialmente no futuro, com o aumento da longevidade da população. Deste trabalho resultam dados cientificamente sólidos para fundamentar as decisões de tratamento para doentes individuais e para a definição de estratégias de Saúde Pública nesta área pelas autoridades nacionais.

A cerimónia de entrega do Prémio BIAL 2016 decorreu na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, no dia 21 de abril de 2017.

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