- 340 mil euros para premiar investigação médica
- Fundação BIAL já distinguiu 87 trabalhos de investigação
- Prémio BIAL quer alargar leque de candidaturas internacionais
A Fundação BIAL abriu este mês as candidaturas à 15ª Edição do Prémio BIAL, um dos maiores prémios dedicados à investigação científica na área da medicina em toda a Europa. Ascendendo a 340 mil Euros, o Prémio BIAL contempla a investigação básica e a pesquisa clínica através de duas modalidades: o ‘Grande Prémio BIAL de Medicina’ e o ‘Prémio BIAL de Medicina Clínica’.
Para Luis Portela, presidente da Fundação BIAL, “ao longo dos tempos tem sido notório o interesse crescente que o Prémio BIAL tem despertado junto dos investigadores europeus e norte-americanos, que aparecem a concurso a par de nomes de referência da investigação nacional e de outros profissionais não tão conhecidos, mas já com obra notável”. Nesta 15ª edição do Prémio BIAL Luís Portela realça que “a Fundação BIAL tem como grande objetivo atrair os melhores profissionais de saúde em Portugal e, cada vez mais, os melhores profissionais de saúde de todo o mundo, continuando a premiar e a incentivar a investigação médica”
No valor de 200 mil Euros, o ‘Grande Prémio BIAL de Medicina’ visa distinguir trabalhos de índole médica de grande qualidade e relevância científica. O ‘Prémio BIAL de Medicina Clínica’, no valor de 100 mil Euros, premeia um tema livre dirigido à prática clínica. Nesta edição as Menções Honrosas têm o valor de 10 mil euros cada, podendo o júri eleger até quatro trabalhos com esta distinção.
Para além do valor monetário, o Prémio BIAL contempla igualmente a edição exclusiva, com uma tiragem de cerca de dez mil exemplares, do trabalho vencedor do Prémio BIAL de Medicina Clínica e de algumas das obras galardoadas, para divulgação e distribuição gratuita junto dos profissionais de saúde.
O júri da edição Prémio BIAL 2012 é presidido pelo Professor António de Sousa Pereira e constituído por representantes das Escolas de Medicina Portuguesas, nomeadamente os Professores Miguel Castelo-Branco (Faculdade de Ciências da Saúde - U. Beira Interior), Maria João Marques Gomes (Faculdade de Ciências Médicas - U. Nova de Lisboa), Adelino Leite Moreira (Faculdade de Medicina - U. Porto), António Martins da Silva (Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar - U. Porto), Luís Providência (Faculdade de Medicina - U. Coimbra), Nuno Sousa (Escola de Ciências da Saúde - U. Minho) e Rui Victorino (Faculdade de Medicina - U. Lisboa).
Atribuído de dois em dois anos o Prémio BIAL foi instituído em 1984 e visa distinguir e divulgar trabalhos de grande repercussão na área da investigação médica. Desde a sua constituição o Prémio BIAL já analisou 518 obras candidatas e mobilizou 1156 investigadores, médicos e cientistas, tendo distinguido 227 autores (87 obras premiadas). Entre os trabalhos premiados foram editadas e distribuídas gratuitamente junto dos profissionais de saúde 32 obras, num total de cerca de 300.000 exemplares.
A Fundação BIAL é uma instituição sem fins lucrativos, considerada de utilidade pública, e que foi criada em 1994 pelos Laboratórios BIAL em conjunto com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas. A Fundação BIAL tem como missão a promoção do estudo do Homem, distinguindo-se pelo seu papel incentivador da investigação médica e científica a nível internacional. Para além do Prémio BIAL, a Fundação BIAL atribui Bolsas de Investigação Científica na área das neurociências e organiza bianualmente o Simpósio Aquém e Além do Cérebro.