
Em co-promoção com a multinacional japonesa Eisai
BIAL lança o antiepilético em Espanha
O Grupo BIAL lança o seu antiepilético (acetato de eslicarbazepina) em Espanha, numa acção conjunta com a multinacional japonesa Eisai e no âmbito do acordo de licenciamento e co-promoção, assinado em Fevereiro de 2009, para a comercialização do fármaco em vários países europeus.
Espanha representa o sétimo maior mercado da indústria farmacêutica e é um dos mais dinâmicos a nível mundial. O acetato de eslicarbazepina é agora comercializado em 12 países europeus e comparticipado em oito países, entre os quais Reino Unido, Alemanha, Noruega e Dinamarca.
Foi também recentemente aprovada a comparticipação do acetato de eslicarbazepina na Grécia, estando previsto o lançamento neste mercado a curto prazo. Decorrem entretanto os processos de pedido de comparticipação em todos os restantes países europeus onde existem regimes de reembolso, perspectivando-se o início de comercialização nestes países ao longo do corrente ano.
BIAL está presente em Espanha desde 1998 que é atualmente o principal mercado internacional e o pilar do projeto de internacionalização da companhia, particularmente na área da imunoterapia alérgica onde BIAL se quer posicionar como um player europeu.
Em Espanha BIAL conta com uma equipa de 200 colaboradores e tem instalada uma unidade de produção de vacinas e um centro de I&D dedicado à área da imunoterapia alérgica. O lançamento do acetato de eslicarbazepina em Espanha constitui uma oportunidade de reforçar a sua posição naquele mercado e o projeto de expansão da companhia.
A investigação de novas soluções terapêuticas continuará a ser um dos alicerces da expansão internacional do grupo BIAL que prevê, até 2020, colocar no mercado mais alguns novos medicamentos de sua própria investigação.
Epilepsia afecta 400 000 pessoas em Espanha
A epilepsia é uma doença neurológica que afecta 400 000 pessoas em Espanha. Cerca de 40% dos doentes com crises parciais não consegue controlar as crises com as terapêuticas actuais.
Este primeiro fármaco de patente portuguesa, fruto de 14 anos de investigação e de investimentos na ordem dos 300 milhões de euros do Grupo BIAL, tem como princípio activo o acetato de eslicarbazepina.
É um medicamento aprovado em Abril de 2009 pela Comissão Europeia - com base no parecer da Agência Europeia do Medicamento - para o tratamento adjuvante de adultos com crises epiléticas parciais, com ou sem generalização secundária.
A síntese da entidade química decorreu em 1994, tendo a patente do antiepilético sido registada a nível internacional em 1996. Seguiram-se os testes pré-clínicos e os ensaios clínicos de fase I, II e III, envolvendo mais de 1000 doentes em 23 países.
Os ensaios clínicos de fase III, realizados em doentes refratários aos antiepiléticos disponíveis à data, demonstraram a segurança e a eficácia do acetato de eslicarbazepina possibilitando uma redução significativa e sustentada do número de crises epiléticas parciais a longo prazo.
Em Novembro de 2010 o acetato de eslicarbazepina recebeu recomendação positiva do Scottish Medicines Consortium (SMC) relativa à sua utilização clínica e relação custo-benefício. O SMC é uma das entidades de maior prestígio científico na Europa no âmbito da avaliação e recomendação de novos medicamentos, novas formulações e novas indicações.
A experiência clínica no mercado tem vindo a confirmar os resultados obtidos durante a fase de ensaios clínicos, que se traduzem em claros benefícios para os doentes.
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